Imprimir esta página
Terça, 04 Agosto 2015 18:00

Licença-prêmio: os boatos eram verdadeiros

Escrito por
Jornal de Brasília, em 21/02/2015

Os boatos eram verdadeiros. Em fevereiro, o deputado Bispo Renato Andrade discursou em plenário sobre a possível retirada da licença-prêmio dos servidores públicos pelo poder executivo. “Acredito que, mais uma vez, o governador Rollemberg vai ser induzido ao erro. Alguns servidores, preocupados, me procuraram para saber se de fato a licença-prêmio por assiduidade seria cancelada. Espero que seja apenas um boato”, observou Bispo Renato, à época.

Na mesma semana do discurso, a Secretaria de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal negou, em nota oficial à imprensa, que o benefício seria cancelado. Mas há poucos dias o GDF anunciou a suspensão do pagamento de licença-prêmio a funcionários públicos até o fim do ano.

“Todo dia várias pessoas me abordam perguntando sobre isso. Se o projeto existe, deve estar sendo tratado na Secretaria de Gestão Administrativa. Mesmo assim, eu acredito que o foco do governo agora é aprovar a questão tributária e seria um desgaste desnecessário”, declarou Sérgio Nogueira, subsecretário de Relações Institucionais naquele período. Na mesma época, procurada pela imprensa, a Secretaria de Gestão Administrativa não se pronunciou sobre o assunto.

“Até quando a população vai pagar pela falta de competência dos gestores? Repito o que já tenho dito: além da decantada crise econômica, Rollemberg vive uma verdadeira crise de identidade”, lamentou Bispo Renato Andrade.

Licença-prêmio

A Lei Complementar nº 840/2011, conhecida como Estatuto do Servidor Público do DF, prevê que a cada cinco anos ininterruptos de serviço, o servidor público tem direito a três meses de licença remunerada.

 

 Confira o discurso do Deputado Bispo Renato Andrade contra a extinção da licença-prêmio: